As falhas de armazenamento costumam surgir sem aviso prévio. Enquanto os discos rígidos mecânicos tradicionais ainda emitem ruídos suspeitos antes de cederem, as unidades de estado sólido silenciosas partem sem qualquer sinal sonoro. Ficheiros corrompidos, lentidão inexplicada e ecrãs azuis frequentes são sintomas claros de que algo não está bem. Se notar algum destes comportamentos, o primeiro passo deve ser sempre fazer uma cópia de segurança dos seus dados mais importantes.

O sistema operativo da Microsoft inclui recursos básicos para avaliar a integridade dos componentes, embora o nível de detalhe varie conforme o hardware instalado. Para ir mais longe, existem aplicações gratuitas capazes de ler os dados SMART de cada unidade, oferecendo um diagnóstico mais aprofundado sobre a longevidade dos componentes.

Diagnóstico rápido no Windows e ferramentas externas

Para verificar a saúde do disco sem recorrer à linha de comandos, pode aceder às definições do sistema. No Windows 11, navegue até ao armazenamento e selecione as propriedades da unidade pretendida. Aqui, o sistema consegue exibir estimativas de vida útil e temperatura em modelos NVMe compatíveis, além de emitir alertas caso a fiabilidade diminua. No entanto, convém lembrar que esta monitorização nativa nem sempre abrange todos os formatos de armazenamento.

Uma alternativa mais abrangente consiste em utilizar o PowerShell com comandos específicos para listar o estado físico das unidades conectadas. Quando os resultados apontam para valores anómalos, o uso de utilitários dedicados, como o CrystalDiskInfo, facilita a leitura dos parâmetros SMART sem exigir conhecimentos avançados.

Caso receba avisos preocupantes, o ideal é recorrer ao software disponibilizado pelo fabricante do próprio componente, como as ferramentas de diagnóstico da Seagate ou da Samsung. Lembre-se que comandos de reparação de ficheiros servem apenas para corrigir erros lógicos no sistema de ficheiros e não rejuvenesce um hardware danificado.

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